segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cursos Autismo bh


 Estamos próximos da data do curso mais esperado do ano!! Desenvolvido para profissionais interessados em investir nas mais novas tecnologias sobre o diagnóstico e tratamento do autismo.
Maiores informações sobre os profissionais no site: http://www.autismobh.com.br/

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

II Seminário Mineiro sobre Autismo - Belo Horizonte

Dia: 19/11/2011
Horário:
08h às 17h
Local:
Centro Universitário Newton Paiva - Campus Carlos Luz - Auditório Nominato - Av. Presidente Carlos Luz, 220 - Caiçara - Belo Horizonte - MG
E-mail:
contato@creativeideias.com.br
Telefone:
(21) 2577 8691 | (21) 3246 2904 | (21) 8832 6047



Público alvo:

Pais, Parentes, Mediadores, Estagiários, Monitores, Musicoterapeutas, Psicólogos, Psicopedagogos, Professores, Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas, Pedagogos, Terapeuta Ocupacional, Estudantes e etc.


Inscrição:  http://creativeideias.webnode.com.br/


Investimento:

R$ 80,00 - individual (cartão/boleto)

R$ 70,00 - individual (depósito)

R$ 60,00 cada inscrito - grupos de 4  a 9 pessoas (depósito)

R$ 50,00 cada inscrito - grupos a partir de 10 pessoas (depósito)



As inscrições são limitadas à capacidade máxima do auditório.


Objetivo:
Fornecer suporte, técnicas e estratégias para entender e facilitar o trabalho com crianças autistas.


Palestrantes:


"Integração Sensorial no Transtorno Espectro Autista"

Dra. Johanna Cordeiro Melo Franco: Terapeuta Ocupacional Infantil, graduada em 2001 pela Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG); Pós-graduada Conceito Neuroevolutivo Bobath Infantil e especialista Integração Sensorial. Formação na abordagem neurocomportamental Integração Sensorial no Transtorno do Espectro Autista. Blog http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com. Crefito-4 6142/TO

"O uso de técnicas baseadas no método ABA para o contexto escolar"

Dra. Aline Abreu e Andrade: Psicóloga Clínica. Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pós graduada em Terapia Comportamental pela PUC-MG. Possui graduação em Psicologia pela UFMG e Formação em Terapias Cognitivas pelo Instituto Mineiro de Terapias Cognitivas (IMTC). Faz intervenções com crianças portadoras de Autismo e Síndrome de Asperger utilizando-se do método ABA (Análise do Comportamento Aplicada) e de Treinamento de Pais. CRP 04/27.586.

"Comunicação Verbal e não-verbal"

Dra. Patrícia Reis: Especialista em Linguagem pelo CEFAC - Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica, e graduada em Fonoaudiologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Tem experiência na área de Fonoaudiologia Clínica, com ênfase em Linguagem, atuando principalmente com Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, utilizando práticas como Desenvolvimento da linguagem pragmática, Método TEACCH, Currículo Funcional Natural Comunicação Suplementar e/ou Alternativa. CRFa-4124

"Musicoterapia"

Dra. Simone Presotti: Pós Graduada pela Faculdade Metodista Izabela Hendrix - FAMIH/BH 1998 - Especialista em Aquisição e Desenvolvimento da Linguagem. Graduada em Psicologia Clínica PUC/MG 1988. Habilitação específica: Curso Preliminar de Música / UEMG / 1999. - Ordem dos Músicos do Brasil - OMB-14.810. Aprofundamento Modelo Benenzon de Musicoterapia Buenos Aires - 2006. Pioneira no trabalho de Musicoterapia, fundadora da AMT- MG / Associação de Musicoterapia de Minas Gerais. Membro do Conselho Diretor da ABPC / Associação Brasileira de Paralisia Cerebral. Autora de artigos sobre a utilização do recurso musical aplicado aos processos psicoterápicos. CRP MG  8052.

Ressaltamos que a sua presença é muito importante e contribuirá para a excelência do evento.

Realização: Creative Ideias | Apoio: Simplicidade Mineira, Blog Vôlei Feminino Online e Pegue&Monte

Incluindo autistas na ciência
qui, 03/11/11 por Alysson Muotri
Quando se fala em indivíduos autistas, a maioria imagina pessoas isoladas socialmente, com dificuldade em comunicação e envolvidas em comportamentos repetitivos e estereotipados. De fato, para ser considerado dentro do espectro autista, basta apresentar sintomas relacionados a essas características. Porém, essa definição é restrita, rasa, e não reflete a condição autista em sua totalidade. O lado positivo do autismo é pouco lembrado, o que contribui para problemas de inclusão social.
Indivíduos autistas são extremamente focados e conseguem se dedicar a uma atividade especifica por muito tempo. Em geral, essa dedicação vem acompanhada de uma atenção aos detalhes, sensibilidade ao ambiente e capacidade de raciocínio acima do normal, o que colocaria essas pessoas em vantagem em determinadas situações. Uma dessas situações está presente justamente em alguns aspectos do processo científicos.
A ciência não vive apenas de criatividade e pensamento abstrato. Na verdade, a maioria dos cientistas segue uma carreira metódica, racional, com incrementos sequenciais no processo de descoberta científica. Esse trabalho exige atenção e dedicação acima do normal, por isso mesmo cientistas acabam sendo “selecionados” para esse tipo de atividade. O momento de “eureca” é extremamente raro na ciência.
Da mesma forma, são raros os casos de autistas superdotados, com capacidades extraordinárias. Esse tipo de característica, retratada no filme RainMan, acaba ajudando esses indivíduos a se estabelecerem de forma independente. É o caso de Stephen Wiltshire que vive de sua arte porque consegue desenhar em três dimensões uma cidade inteira após sobrevoá-la de helicóptero uma única vez. Mas e no caso dos outros indivíduos, que não necessariamente possuem uma habilidade tão evidente? Será que poderíamos incorporá-los em alguma outra atividade aonde suas características sejam de grande vantagem?
Indivíduos autistas usam o cérebro de forma diferente. Regiões do cérebro relacionadas ao processo visual são, em geral, bem mais acentuadas. Por isso mesmo, autistas conseguem perceber variações em padrões repetidos mais rapidamente e com mais precisão do que pessoas “normais”, ou fora do espectro autista. Autistas também superam não-autistas em detectar variações em frequências sonoras, visualização de estruturas complexas e manipulação mental de objetos tridimensionais.
Retardo intelectual é, quase sempre, relacionado ao autismo. Mas vale lembrar que a maioria dos testes utiliza linguagem verbal, o que coloca os autistas em desvantagem. Esse tipo de abordagem merece uma revisão mais criteriosa. Aposto que se refizéssemos algumas dessas pesquisas os resultados seriam diferentes e contribuiriam para a redução do preconceito.
Muitos autistas poderiam ser aproveitados pela academia. Desde cedo, esses indivíduos demonstram profundo interesse em informações, números, geografia, dados, enfim, tudo que é necessário para a formação de um pensamento científico. Além disso, possuem capacidade autodidática e podem se tornar especialistas em determinada área – ambas as características são importantes no cientista. Algumas das vantagens intelectuais (e mesmo pessoais) de indivíduos autistas acabam sendo atraentes em laboratórios científicos. Não me interprete mal, não estou sugerindo o uso de autistas como objeto de estudo (o que já acontece e é útil também), mas como agentes da descoberta cientifica.
Tenho certeza de que poderíamos incluir cientistas autistas no contexto de descoberta cientifica atual e explorar esse tipo de inteligência. Um exemplo disso é o laboratório do Dr. Laurent Mottron, que trabalha com a cientista-autista Michelle Dawson faz 7 anos. Laurent descreveu recentemente sua experiência empregando cientistas autistas na última edição da revista Nature. Michelle tem a capacidade de manusear mentalmente um número enorme de dados ao mesmo tempo, faz isso naturalmente. E enquanto não conseguimos nem lembrar o que vestimos ontem, autistas como Michelle nos surpreendem com uma memoria impecável.
Ela recorda todos os dados gerados do laboratório e tem papel fundamental no desenho de experimentos de outros cientistas. Juntos, Laurent e Michelle já assinaram mais de 14 trabalhos juntos. Outro exemplo clássico é Temple Grandin, autista que obteve seu PhD em veterinária e, usando seu raciocínio visual, desenvolveu novos protocolos para redução de estresse em animais para o consumo de carne. Grandin é atualmente professora da Universidade Estadual do Colorado, nos EUA.
Acredito que autistas podem dar uma contribuição excepcional para o mundo se conseguirmos colocá-los no ambiente ideal. É um desafio social, mas que começa com a conscientização da condição autista. Organizações internacionais já existem com a finalidade de auxiliar autistas a se encaixarem no mercado de trabalho. Exemplos são as firmas Aspiritech, nos EUA, e Specialisterne, na Holanda. Com o tempo, outros lugares vão perceber que a mão-de-obra autista é extremamente especializada e começarão a explorar esse nicho.
Obviamente o autismo traz limitações, como o entrosamento social, problemas motores e a dificuldade de comunicação. Com isso, eles não vão conseguir se adaptar facilmente a trabalhos que envolvam comunicação social intensa. Em casos mais graves, muito provavelmente, vão depender da sociedade por toda a vida. Ignorar essas limitações é tão prejudicial quanto ignorar as vantagens que o autismo pode oferecer nos casos mais leves. Talvez o maior reflexo de uma sociedade avançada esteja em como ela acomoda suas minorias. Enquanto as oportunidades terapêuticas para o autismo não chegam, acredito que o que esses indivíduos mais precisam agora seja respeito, inclusão e, acima de tudo, oportunidades.
Fonte - http://g1.globo.com/platb/espiral/2011/11/03/incluindo-autistas-na-ciencia/

segunda-feira, 25 de julho de 2011

I Seminário Mineiro sobre Autismo - Belo Horizonte/MG


Bom dia!!! Gostaria de divulgar o primeiro seminário sobre autismo em Belo Horizonte. Prestigiaremos os colegas da área. 

Ações como esta são muito importantes para difundir as técnicas e os trabalhos feitos em Belo Horizonte!


I Seminário Mineiro sobre Autismo - Belo Horizonte/MG

Dia: 27/08/2011
Horário: 08h às 17h
Local: Centro Universitário Newton Paiva - Campus Carlos Luz - Auditório Nominato - Av. Presidente Carlos Luz, 220 - Caiçara - Belo Horizonte - MG
E-mail: creativeideias@bol.com.br
Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 8832 6047 | (21) 8688 3654

Investimento: R$ 80,00 - Descontos para grupos, favor entrar em contato.

Inscrição e pagamento: Clique no botão "inscrição" do menu.

Objetivo:
Fornecer suporte, técnicas e estratégias para entender e facilitar o trabalho com crianças autistas.


Palestrantes:

"Autismo Infantil"

Dr. Walter Camargos - Psiquiatra, Mestre em Ciências da Saúde e Interconsultor em Psiquiatria Infantil do Hospital João Paulo II. CRM 12374
"Autismo e a Educação"
Marlene Maria Machado da Silva - Mestre em Educação - FaE/UFMG, especialista em Alfabetização - PUC Minas, formação em Psicanálise - Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais - IPSM/MG e Pedagogia Clínica.
"Terapias Cognitivas e Intervenções com o método ABA" 
Aline Abreu e Andrade – Psicóloga Clínica. Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pós graduada em Terapia Comportamental pela PUC-MG. Possui graduação em Psicologia pela UFMG e Formação em Terapias Cognitivas pelo Instituto Mineiro de Terapias Cognitivas (IMTC). Faz intervenções com crianças portadoras de Autismo e Síndrome de Asperger utilizando-se do método ABA (Análise do Comportamento Aplicada) e de Treinamento de Pais. CRP 04/27.586.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Un pas de Côté

Vai uma sugestão cultural para quem vive em Belo Horizonte e arredores...
Muito interessante a proposta de inserção  de autistas na arte da DANÇA.
Divulguem!!!!

Palácio das Arte 
Un pas de Côté | 13 de junho
Cine Humberto Mauro


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Foto: divulgação


Cine Humberto Mauro exibe no dia 13 de junho o documentário Un pas de Côté, com entrada 
gratuita e debate após a sessão com a realizadora Anamaria Fernandes.


Un pas de côté (Um passo de lado) é o terceiro filme realizado com a parceria do cineasta francês
 Michel Charron e da bailarina e coreógrafa brasileira Anamaria Fernandes. Este documentario,
produzido com o co-patrocinio do Ministério da Cultura francês, retrata alguns ateliers de dança
que Anamaria Fernandes desenvolve com jovens portadores de autismo profundo na cidade de
Thorigné Fouillard.


Através dos momentos dançantes e dos relatos dos profissionais do hospital "Le Placis Vert",
pode-se ter uma ideia do quanto a dança pode ser surpreendente, de quanto ela nos desloca
de nossos hábitos de ver, de perceber e de classificar não só a pessoa portadora de deficiência
mental profunda, como também ela própria, enquanto forma de arte.


Esse filme é, por fim, um suporte para questionarmos a nossa capacidade de aceitar e de construir 
com o que nos é diferente, com o desconhecido. É um convite para cada um de nós, seja qual for
o nosso ofício, a nos desfazermos do que pretendemos ou supomos saber, para em seguida abrirmos
novos espaços de troca, de partilha, de aprendizado e de construção.


Serviço
Evento: 
Un pas de Côté

Data: 13 de junho
Horário: 21h
Local: Cine Humberto Mauro
Entrada franca
Duração: 
56 min.

Informações: (31) 3236-7400

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Clareando as coisas...



O autismo é um transtorno que não tem um marcador físico, portanto as pessoas podem se deparar muitas vezes com autistas sem perceber ou até ter um em seu convívio e não se atentar para isso. Sendo assim, o que as pessoas sabem sobre estas "pessoinhas" diz respeito ao estereótipo que foi criado. 
Perdi a conta de quantas vezes ouvi frases como "Nossa que legal você trabalha com autismo, são aquelas crianças que tem seu próprio mundo né?" ou "Eles ficam mesmo o tempo todo balançando o corpo?" ou "Eles não gostam de carinho e não interagem né?".
Na maior parte das vezes o que prevalece é a dúvida: "Como é um autista?"

Temos que quebrar os mitos criados a respeito do autismo para que eles possam ser mais bem compreendidos e aceitos pelas pessoas...

O Mito: os autistas têm mundo próprio.
A Verdade: os autistas têm dificuldades de comunicação, mas mundo próprio de jeito nenhum. O duro é que se comunicar é difícil para eles, nós não entendemos, acaba nossa paciência e os conflitos vêm. Ensiná-los a se comunicar pode ser difícil, mas acaba com estes conflitos. 

O Mito: Os autistas são super inteligentes.
A Verdade: assim como as pessoas normais, os autistas tem variações de inteligência se comparados um ao outro. É muito comum apresentarem níveis de retardo mental.

O Mito: os autistas não gostam de carinho.
A Verdade: todos gostam de carinho, com os autistas não é diferente. Acontece que alguns têm dificuldades com relação a sensação tátil, podem sentir-se sufocados com um abraço por exemplo. Nestes casos deve-se ir aos poucos, querer um abraço eles querem, a questão é entender as sensações. Procure avisar antes que vai abraça-lo, prepare-o primeiro por assim dizer. Com o tempo esta fase será dispensada. O carinho faz bem para eles como faz para nós.

O Mito: Os autistas gostam de ficar sozinhos.
A Verdade: os autistas gostam de estar com os outros, principalmente se sentir-se bem com as pessoas, mesmo que não participem, gostam de estar perto dos outros. Podem as vezes estranhar quando o barulho for excessivo, ou gritar em sinal de satisfação, quando seus gritos não são compreendidos, muitas vezes pensamos que não estão gostando. Tente interpretar seus gritos.

O Mito: Eles são assim por causa da mãe ou porque não são amados.
A Verdade: o autismo é um distúrbio neurológico, pode acontecer em qualquer família, religião etc. A maior parte das famílias em todo o mundo tendem a mimá-los e superprotegê-los, são muito amados, a teoria da mãe geladeira foi criada por ignorância, no início do século passado e foi por terra pouco tempo depois. É um absurdo sem nexo.

O Mito: os autistas não gostam das pessoas.
A Verdade: os autistas amam sim, só que nem sempre sabem demonstrar isto. Os problemas e dificuldades de comunicação deles os impedem de ser tão carinhosos ou expressivos, mas acredite que mesmo quietinho, no canto deles, eles amam sim, sentem sim, até mais que os outros.

O Mito: os autistas não entendem nada do que está acontecendo.
A Verdade: os autistas podem estar entendendo sim, nossa medida de entendimento se dá pela fala, logo se a pessoa não fala, acreditamos não estar entendendo, mas assim como qualquer criança que achamos não estar prestando atenção, não estar entendendo, de repente a criança vem com uma tirada qualquer e vemos que ela não perdeu nada do que se falou, o autista só tem a desvantagem de não poder falar. Pense bem antes de falar algo perto deles.

O Mito: O certo é interná-lo, afinal numa instituição saberão como cuidá-lo.
A Verdade: Toda a criança precisa do amor de sua família, a instituição pode ter terapeutas, médicos, mas o autista precisa de mais do que isto, precisa de amor, de todo o amor que uma família pode dar, as terapias fazem parte, uma mãe, um pai ou alguém levá-lo e trazê-lo também.

O Mito: Ele grita, esperneia porque é mal educado
A Verdade: o autista não sabe se comunicar, tem medos, tem dificuldades com o novo, prefere a segurança da rotina, então um caminho novo, a saída de um brinquedo leva-os a tentar uma desesperada comunicação, e usam a que sabem melhor, gritar e espernear. Nós sabemos que isto não é certo, mas nos irritamos, nos preocupamos com olhares dos outros, as vezes até ouvimos aqueles que dizem que a criança precisa apanhar, mas nada disto é necessário, se desse certo bater, todo o burro viraria doutor! Esta fase de gritar e espernear passa, é duro, mas passa. Mesmo que pareça que ele não entenda, diga antes de sair que vai por ali, por aqui etc. e seja firme em suas decisões. Não ligue para os olhares dos outros, você tem mais o que fazer. Não bata na criança , isto não ajudará em nada, nem a você e nem a ele. Diga com firmeza que precisa ir embora por exemplo, e mantenha-se firme por fora, por mais difícil que seja. Esta fase passa, eles precisarão ser a firmeza do outro.

Lucy Santos.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dia Mundial da Concientização do Autismo - 02 de Abril


Adicionar legenda



Achei interessante inaugurar o Blog divulgando o Movimento de Conscientização do Autismo e assim contribuir para o mesmo. 


Lutamos pelo direito dos autistas à uma melhor qualidade de vida, mas para isso é fundamental que o diagnóstico seja difundido e que a população em geral se atente para os sinais.


Os pais são os primeiros a perceber algo diferente nas crianças com autismo. Se os mesmos se conscientizarem dos sinais precoces do autismo, podemos encurtar muito o caminho até diagnóstico, já que muitas famílias vivenciam quase uma peregrinação para uma diagnóstico certeiro.  Assim, aumenta a possibilidade de o tratamento ser iniciado o quanto antes, assim os danos podem ser minimizados e os resultados são muito melhores. 


Contudo, podem se passar anos até que a família perceba que há algo errado. É muito comum os parentes e amigos reforçarem a idéia de que não há nada errado, dizendo que cada criança tem "seu jeito". Infelizmente isso atrasa o início de uma educação especial.
Sendo assim, a seguir descrevo os primeiros sinais a serem observados pelos pais:
  • Desde o nascimento o bebê pode mostrar-se indiferente à estimulação por pessoas ou brinquedos, focando sua atenção prolongadamente por determinados ítens e não respondendo aos estímulos. Muitas vezes tendem a brincar com movimentos repetitivos das mãos e dedinhos frente aos olhos.
  • Geralmente, as crianças não apresentam comportamento antecipatório, ou seja, a elas não esticam os bracinhos em direção do adulto antes de serem carregadas e também não ajustam seu corpo no colo, se aconchegando.
  • Rejeitam o contato físico, arqueiam as costas para se afastar de quem os leva no colo.
  • Bebê Excessivamente passivo:  permanece em silêncio a maior parte do tempo, ou seja, não realiza demandas nem procura o contato e atenção dos pais. 
  • Excessivamente ativo: trata-se de um bebê que chora praticamente todo o tempo que está acordado, sem momentos de tranqüilidade, e dificilmente consolável.
  •  É possível que um bebê com autismo não responda à presença de outras pessoas (mesmo quando sejam os pais), e que toda sua atenção se dirija para um objeto ou alguma das suas partes durante longos períodos de tempo.
  • A identificação precoce é uma das ferramentas mais importantes para o tratamento do autismo. Por isso, se você notou alguns comportamentos pouco esperáveis em seu filho: fale com o pediatra, peça que esclareça suas dúvidas e observe o bebê.